Brasiguaios temem escalada da violência no Paraguai

A tensão política no Paraguai, que atingiu seu ponto mais alto com o impeachment do presidente Fernando Lugo, está preocupando os brasiguaios, agricultores brasileiros que vivem na região de fronteira.

Com medo que uma onda de violência atinja a região, um grupo de representantes dos mais de 6 mil brasiguaios vai levar à embaixada brasileira, nesta segunda-feira (25), um pedido para que as autoridades reconheçam, o novo governo do Paraguai.

Héctor Cristalda, representante do sindicato Coordenadoria Agrícola do Paraguai, afirmou em entrevista à agência brasileira estatal de notícias, que muitos brasiguaios estão impedidos de trabalhar. “Há um cenário de violência. Os carperos [sem-terra paraguaios] estão armados e não aceitam como legítimos os locais onde estão os brasileiros. A tensão é imensa”, disse.

O Ministro do Interior do Paraguai, Carmelo Caballero, já se manifestou sobre os brasileiros em seu país e garantiu que eles não serão prejudicados pela mudança institucional. “A segurança deles [brasiguaios] está não só garantida por palavras, mas por ações. Estamos retomando o controle da ordem interna para reduzir as ameaças de insegurança”, afirmou Caballero.

Apesar das demonstrações de apoio aos agricultores, o governo brasileiro ainda não reconheceu o novo governo. Em nota, o Brasil chegou a questionar a legitimidade sobre a forma como o presidente Lugo foi retirado de seu cargo.

Começo – A crise teve início quando policiais e camponeses paraguaios entraram em confronto durante a execução de uma ordem de reintegração de posse em uma fazenda ocupada por manifestantes sem-terra. O choque resultou na morte de 18 pessoas e desencadeou tensões políticas a nível nacional.

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